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ESTILO DE VIDA

O verde que liberta e acalma

A paisagista Angélica Zan divide com a gente suas impressões acerca do aumento dos jardins na decoração, principalmente durante a pandemia.

A arquiteta e paisagista Angelica Zan (Foto: Paula Brum)

Liberdade! Talvez seja um dos substantivos mais requisitados em tempo de isolamento. A história da humanidade sempre foi rodeada por árvores, principalmente se falarmos de Brasil, onde índios sabiam muito bem o que era esse contato direto com a natureza. Será que podemos dizer então que o verde é a cor da liberdade em tempos de quarentena?

Nós acreditamos que sim, e para isso convidamos a paisagista Angélica Zan para dividir conosco suas impressões em torno do momento. Criativa e mega requisitada para a criação de jardins que mais parecem paraísos, Angélica traz uma visão otimista do uso do verde durante e pós pandemia.

“Enxergo que a pandemia nos trouxe uma oportunidade de nos reconectarmos com a natureza e consequentemente à liberdade. Nossos antepassados viviam no mato e ainda temos uma raiz disso em nós, mesmo que um pouco escondida. O contato com a natureza de alguma forma mexe com o nosso inconsciente nos levando ao passado e a lembranças boas da ‘casa de vó’. Se pensarmos bem e voltarmos há pouco tempo atrás, era muito comum vermos plantinhas no quintal da nossa vó: samambaia, avenca e tinhorão não podiam faltar, lembra?! Talvez nossos avós nem tinham tanta planta no interior da casa por terem muito espaço no quintal para isso; então hoje o que vemos é uma internalização desse ‘quintal de vó’ para decoração”. Conta a paisagista.

A necessidade da reconexão 

Com os grandes centros urbanos crescendo e tomando assim o espaço da natureza, as casas que antes sempre tinham um quintal, foram reduzidas para um apartamento de 40m² e agora as pessoas tendem a sentir uma sensação de aprisionamento, algo sufocante, stress, ansiedade, nem sabendo direito o porquê. Tudo isso pode ter relação direta com esse contato com a natureza que lhe foi roubado. Esse efeito de prisão fez surgir nos últimos anos um movimento chamado ‘urban jungle’ (floresta urbana), onde utiliza-se muitas plantas e elementos ligados à natureza na decoração de ambientes internos. Esse estilo já estava em alta e intensificou ainda mais após a pandemia, nos conta a profissional.

“A pandemia e o isolamento social estão fazendo com que muitos voltem a atenção para o entorno e reparem mais nos detalhes, pensando em tornar o ambiente em sua volta mais aconchegante, reconectando-se com paisagens naturais das quais precisaram se distanciar nos últimos meses de isolamento. O contato com a natureza dentro de casa é a forma de se criar um momento de refúgio e calmaria em meio à rotina; é um momento de pausa nos nossos afazeres cotidianos, muitas vezes tão estressantes. Cultivar plantas é preencher o ambiente com vida e ao mesmo tempo aprender com elas, entendendo que apenas com muito pouco (água e atenção) a beleza da vida está em coisas simples como uma folhinha nova que desabrocha, um fruto que amadurece, uma borboleta que vem visitar uma flor. Cuidar de plantinhas dentro de casa é sempre lembrar que a simplicidade é linda e suficiente. As plantas estão se mostrando cada vez mais ótimas companheiras nesse período de isolamento, salvando a saúde mental de muitas pessoas. Acho que o lema é ‘vamos plantar para não surtar’. E há estudos que indicam que interagir com plantas e vegetais também tem efeito terapêutico e pode ajudar a lidar com a ansiedade e depressão. Além disso, plantas trazem outros benefícios para o lar como a melhoria da qualidade do ar, diminuição da temperatura e poluição sonora”. Enfatiza Angélica.

As plantas estão se mostrando cada vez mais ótimas companheiras nesse período de isolamento, salvando a saúde mental de muitas pessoas. Acho que o lema é ‘vamos plantar para não surtar’.

 Com a agenda cheia e atendendo online e fisicamente, a paisagista lista as plantas que são o highlight do momento.

“O ápice hoje em termos de plantas para decoração são as que resistem bem a interiores como o nosso querido Pacová, a Costela-de-Adão, que continua com tudo, e as da família das Sanseverias, que tem as famosas Espadas de São Jorge entre as mais conhecidas”.

Quer conhecer mais do trabalho dessa paisagista incrível?

Segue ai @angelicazanpaisagismo




Diretor de conteúdo

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