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POLíTICA

O novato

Adenilson Zacharias surge com uma das principais surpresas dessa eleição conquistando uma vaga de vereador com 1.202 votos e promete fazer a diferença no legislativo.

Adenilson Zacharias é um desses personagens surpreendentes e cativantes. Aos 49 anos esse escorpiano, amante do samba e da Mocidade Independente de Padre Miguel, conquistou, contra a vontade de muitos políticos, uma cadeira na Câmara Municipal e será um dos 13 vereadores a partir de 1 de janeiro.
Filho de um pedreiro, o Lico, de 90 anos e da dona de casa Lizete Zacharias, de 83, Adenilson é o penúltimo dos filhos do casal de um time de sete irmãos, dos quais quatro já faleceram. Hoje é ele quem assume as rédeas da casa nos cuidados com os pais idosos.

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Com uma estrutura humilde, ele começou a vida profissional fazendo faxina na casa dos vizinhos do bairro Cehab. Anos depois começou a dar expediente como office boy na antiga Câmara dos Dirigentes Lojistas, a CDL. De personalidade cativante, ele buscou alçar voos na tentativa de uma vaga de conselheiro tutelar. Ganhou e foi reeleito. Com uma passagem recheada de personalidade e muito ativa frente aos desafios, angariou a simpatia e a admiração de profissionais que englobam a rede de proteção à criança e adolescente, como juízes, promotores, delegados, professores e outros.

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Quando encerrou seu segundo mandato, buscou cursar a faculdade de Pedagogia e formou-se em 2019. Quatro anos depois de sair do conselho ele retorna sendo o mais votado no pleito, catapultando 466 votos, mais de 100 votos à frente do segundo colocado.
A facilidade e a simpatia com que transita em público o levou a buscar, incentivado por amigos, uma vaga na Câmara. Inicialmente preterido e subestimado por alguns caciques políticos, ele construiu uma campanha pé no chão, indo de porta em porta, rodeado por companheiros que acreditavam nele e o resultado foram 1.202 votos, sendo o mais votado do grupo do prefeito eleito Alfredão. Sua base, os bairros Cehab e Lions, o chancelou com mais de 750 votos.

Serei um vereador que saberá entender as reais necessidades das pessoas mais humildes, que são as que mais precisam, afinal, sou do gueto (risos), mas também olharei a cidade como um todo, pois não consigo ver Itaperuna cair num ostracismo político e estrutural do jeito que está hoje.

De olho na missão

Prestes a assumir sua cadeira no legislativo, Adenilson se diz preparado neste primeiro momento. Mantendo a humildade e a personalidade forte, ele afirma que pretende fazer a diferença. “Não cheguei aqui à toa. Tenho uma história e pretendo honrá-la. Serei um vereador que saberá entender as reais necessidades das pessoas mais humildes, que são as que mais precisam, afinal, sou do gueto (risos), mas também olharei a cidade como um todo, pois não consigo ver Itaperuna cair num ostracismo político e estrutural do jeito que está hoje. Pretendo atuar de forma a ajudar muito ao executivo, e em especial ao prefeito Alfredão, a trabalhar bem por Itaperuna, mas vou prezar pela independência saudável que um vereador precisa ter. Estou estudando bastante e espero aprender e trabalhar muito”. Pontua Adenilson.

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De olho no que virá a partir de 1 de janeiro, ele afirma que não quer perder tempo e já tratou de construir uma equipe de assessores, basicamente formada por mulheres e técnicas, que o ajudará no dia a dia da Câmara e no trato com a população.
Com a popularidade em alta, ele aguarda pacientemente o dia da posse. Enquanto isso continua seu trabalho como presidente do Conselho Tutelar, do qual se despede em 31 de dezembro, deixando uma marca e um legado que viraram ativos importantes em sua vida pública. Tão importantes que o levaram ao posto de vereador e já deixa alguns caciques políticos, muitos que antes o subestimavam e o ignoravam, de cabelos ainda mais em pé.

Que faça um excelente trabalho. Itaperuna precisa!

 




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