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Fomos conversar com quatro empresários do ramo de eventos em Itaperuna para saber como estão lidando com o momento negativo para o setor e suas perspectivas de futuro

“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite, bem no fundo todo mundo que zoar”. Os versos da música de Lulu Santos se perderam em meio a pandemia que nos tirou o sono desde março deste ano. Os fins de semana já não são mais os mesmos. Até mesmo aqueles que adoram ficar dentro de casa no finde não veem a hora de cair numa balada pra fugir de tanto isolamento forçado.

Karine Abjaude

O mercado de eventos foi um dos mais afetados neste período e como todos os demais teve que buscar uma forma de adaptação urgente. Há aqueles que conseguiram algum respiro para atravessar o mar revolto, já outros não tiveram opção a não ser esperar a tempestade passar. E esperar a tempestade passar requer recurso em caixa e muita resiliência. Se neste ano os eventos já foram escassos, o 2021 já apresenta alguns sinais. A prefeitura de São Paulo já anunciou o adiamento do carnaval paulista para junho ou julho. O carnaval do Rio deve seguir pela mesma estrada. Até mesmo o tradicional réveillon de Copacabana está por um fio.

E em Itaperuna? 

Fomos conversar com quatro empresários do ramo em Itaperuna para saber como estão lidando com o momento de paralisação quase que total do mercado de eventos e como estão pensando o futuro, assim que a nova normalidade se instalar.

Para a Dimensão, a maior empresa do setor na região, o impacto negativo foi gigantesco. A empresa é filiada a ABRAPE (Associação Brasileira de Produtores de Eventos) e segundo eles, o mercado só volta a respirar com fôlego quando a vacina estiver em circulação, o que deve acontecer só no início de 2021. Para eles, a agenda de festas só deve começar de junho do ano que vem em diante.

Bruno Almeida

As perdas de 2020 

Desde quando a pandemia começou, a Dimensão se viu perdendo simplesmente todos os eventos que tinha na agenda por conta da proibição de aglomerações. De Gusttavo Lima, que aconteceria em abril, passando por toda a agenda da Infinity Hall, às feiras agropecuárias que produzem até os shows particulares, todos foram cancelados. E essa conta chega a uma média de 50 eventos.

Para a direção da empresa, esse é um momento sem precedentes na história. Do número inicial de funcionários, só três estão trabalhando atualmente para manter a empresa viva. O restante, muitos com anos de casa, foi todo demitido.

A direção da casa garante que todos eles foram bem resguardados em relação às leis e às indenizações a que tinham direito, mas sentem o peso da responsabilidade de não poderem tê-los, ao menos no momento, por perto e dizem que trarão todos de volta assim que tudo se normalizar.

Para eles, as perspectivas pro futuro são grandes. Eles acreditam que 2021 será um ano de virada em relação aos eventos, já que as pessoas estão aflitas para sair e confraternizar, tanto que já pensam em dobrar a agenda de shows da Infinity Hall e também dos shows que fazem fora da cidade.

Já é um alento e tanto.

O cancelamento da Merco Noroeste depois de 21 anos 

Merco Noroeste já é parte integrante do calendário de eventos de Itaperuna e pela primeira vez em mais de duas décadas não terá sua edição que estava programada para este mês de agosto. Bruno Almeida, sócio da PróFive Estúdio de Criação, empresa que coordena o evento, disse que o saldo desse cancelamento é muito negativo. “Estamos falando em torno de 600 pessoas direta e indiretamente sem o trabalho que estavam acostumados. Falamos também em torno de uns 4 milhões de reais que deixaram de entrar em Itaperuna se levarmos em conta tudo que gira dentro e no entorno da Merco”, afirma.

Segundo Bruno, não há o que fazer no momento a não ser esperar a sinalização das autoridades em relação à volta dos eventos. De uma equipe de oito pessoas fixas na empresa, ele afirma que não dispensou ninguém, apenas migrou para outros projetos que estavam em andamento e não tem relação com festas. Acostumado a produzir eventos corporativos e feiras pelo estado, Bruno acredita que em fevereiro ou março de 2021 será um momento de retomada, mas acredita também que os eventos ganharão contornos diferentes, como por exemplo uma exigência maior por segurança, uma cenografia mais antenada e um conceito mais premium. “As pessoas vão exigir mais qualidade em tudo e não será diferente no meio dos eventos”, diz o empreendedor e depois complementa “Acredito que estou preparado para sair na frente nesta questão, pois tenho meus equipamentos guardados e preparados para atender quaisquer expectativas que chegarem”. Encerra.

Aparecida Ribeiro

De olho nos casamentos 

A decoradora Karine Abjaude é outra que teve que observar melhor o cenário para continuar atuando. Porém, para a profissional que lida diretamente com eventos de menor porte e com um público mais específico e que gosta do que é bom em termos de decór e confraternizações, o período foi é de crescimento. Ela explica que aumentou o número de recepções em casa, como para pequenos casamentos, jantares familiares e afins e com isso viu seu trabalho quase que dobrar de março pra cá. Ela que só fez até hoje dois casamentos de maior porte, prefere mesmo se organizar com os eventos menores, mas não conseguiu fugir também dos cancelamentos. Ela teve uma formatura e um casamento cancelados, mas já se prepara para organizar um agora em setembro que vai juntar somente 17 pessoas, porém, segundo conta, com uma decoração digna de cinema. “Acredito que de agora em diante as pessoas vão querer mesmo é reduzir o número de pessoas nos eventos que farão. Teremos muito menos gente nas festas particulares, porém, sem perder o glamour e o bom gosto no que é oferecido”, afirma a empresária.

 

A boa comida na mesa 

A banqueteira Aparecida Ribeiro, do Miatto Buffet, foi outra que teve que se adequar para o momento de pandemia. Acostumada a preparar delícias para festas com até 500 pessoas, ela viu toda sua agenda de 2020 sumir como fumaça assim que os decretos foram lançados pelas autoridades. Mas nem tudo são más notícias. Segundo ela, só dois foram cancelados, os demais foram adiados para 2021. Enquanto o ano não vira, Aparecida teve mesmo é que se movimentar para sobreviver no presente. Ela ajustou seu cardápio e se adequou para atender encomendas especiais em datas comemorativas como Páscoa, Dias das Mães, Dia dos Namorados e outros. Além disso, ela viu aumentar a procura por festas menores em família ou com amigos, assim como conta a decoradora Karine Abjaude. Dos seis funcionários de carteira assinada, só três permanecem com ela, mas a empresária conta que assim que as coisas começarem a fluir ela retomará as atividades com os colaboradores dispensados. A boa expectativa reside justamente nos 25 eventos já fechados para 2021 e em toda a procura por orçamentos que vem recebendo.

Para ela a ordem é não desanimar “Estamos num momento difícil e todo mundo sente medo. Mas não podemos desanimar. Precisamos fazer o estudo de caso e nos adequar até que tudo isso passe. Eu tenho fé que vai passar e já já estaremos todos nos abraçando e comemorando cheios de delícias para saborear”. Afirma.




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