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ATITUDE

As lições de um ano chamado 2020

Quatro personagens nos contam quais foram seus aprendizados num ano cheio de desafios

A sensação geral é de que 2020 teve apenas janeiro, fevereiro, março, quarentena e dezembro. Muitos planos ficaram para depois, muitos projetos foram adiados, máscaras se tornaram tão comuns quanto usar roupas, e a pergunta que não quer calar é: quando as coisas finalmente voltarão ao normal? Dezembro trouxe com ele bastante reflexão. É hora de colocar na balança os erros e acertos de 2020 e aguardar a chegada de 2021.
Já dizia o escritor Renato Pompeu: “quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias e dar a elas o nome de ‘ano’, foi um indivíduo genial. Afinal, 12 meses são o suficiente para qualquer ser humano amar, ser feliz, conquistar coisas, se cansar e entregar os pontos. É aí que entra o milagre da renovação que o ano novo traz, e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui em diante tudo vai ser diferente!

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O desejo geral pro ano que se aproxima é quase o mesmo de todos os anos: saúde, amor, paz e, neste ano em especial, a vacina! Na edição de dezembro, ESTILO OFF foi além, e convidou personagens bem interessantes da cidade, com trajetórias extraordinárias, para falar um pouquinho sobre esse ano bem atípico na vida de todos e o que cada um tirou de lição extra nesses 365 dias insanos.

DÉBORA DONATO DE CARVALHO

“Extremamente inovador”. É assim que Débora Donato, a multiwoman à frente da Taco Itaperuna, define o ano de 2020. A empresária que precisou abrir mão de algumas coisas, investiu pesado no marketing a fim de superar a crise.
“Eu fui metódica, falei quero isso e isso. O empreendedor tem muito essa coisa da intuição e eu sabia que se eu focasse, daria certo. Quem é visto, é lembrado, e a nossa visibilidade aumentou bastante!”
Se de um lado as coisas deram certo, por outro lado, o cansaço bateu na porta. Aos 31 anos, ela precisou se desdobrar entre carreira, maternidade, casamento e afazeres domésticos… Com as escolas fechadas e a filha de 5 anos em casa, a empreendedora viu a intimidade entre elas aumentar. Para ela, “não tem como a mãe não conseguir entender seu filho apenas no respirar”. Apesar de não ficar o dia inteiro com a criança – como muitas mães -, já que precisa estar na loja, Débora afirma que a cabeça está 24 horas pensando na pequena.
“Logo no início da pandemia, minha filha apareceu com uma febre e naquele dia, meu chão abriu. Eu fiquei assustada, não sabia o que era, ninguém tinha muita informação ainda. Quando fui levá-la ao médico, não consegui encontrar máscaras nas farmácias pra comprar, tinham acabado todas. Foi apavorante, mas graças a Deus não era nada demais!”

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Com uma vida social agitada, a empresária acabou vendo no isolamento a chance de se aproximar de pessoas que realmente eram necessárias em sua vida e que de fato conhecem sua essência e lhe fazem bem. O isolamento social forçado também foi crucial para que a empreendedora fizesse as pazes com o espelho. “Eu me descontruí por conta de amizades certas. Hoje eu tenho outra postura diante do espelho, na minha vida, na minha atitude e no meu jeito de falar.”
Muito mais forte, 100% mais confiante, Débora tem como pilar da vida Deus e sua família, e vê o ano que passou como um filtro que ela pretende manter em 2021. Pra quando acabar a pandemia, a viagem para a Disney com a família já está nos planos de prioridade. Para a loja, os planos são novos e ousados e em breve, ela garante, contará tudo aqui na ESTILO OFF!

MARCELO NASCIMENTO

Para o polivalente empresário Marcelo Nascimento, o 2020 está sendo um ano de transformação profunda. Nosso diretor aqui de ESTILO OFF afirma que começou bem o ano, cheio de ideias inovadoras, porém, em março, se viu, como todo mundo, de frente pra um labirinto que julgava sem saída. Ele precisou correr contra o tempo pra lançar o site da revista e sentiu na pele e no bolso o baque com a queda no faturamento da publicidade diante dos momentos conturbados. Para ele as palavras de 2020 chamam-se “resiliência e aprendizado”.
“O 2020 pra mim foi o ano que, enfim, entendi que sou humano. Costumava fazer as coisas no automático, como uma máquina. A missão de criar sem parar me cansou e quase entrei em parafuso. Já sou ansioso por natureza e essa ansiedade triplicou este ano, me levando a níveis altíssimos de estresse. Tive que começar a aprender à força que preciso me concentrar mais em mim. Estou aprendendo a ouvir mais, a entender mais a fundo as fragilidades do ser humano. Me encarar de frente ao espelho e abrir minhas caixas pretas estão sendo lições de casa e confesso, é doloroso, mas compensador. Ainda preciso avançar muito, mas já está sendo muito proveitoso. Sempre ouvi falar que a gente nasce e morre aprendendo, mas o 2020 me pegou e disse ‘ei rapaz, entenda isso de uma vez por todas, viu’.

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Para 2021 o lema de Marcelo é “não perca mais tempo”. “Sei que preciso focar no futuro, mas o presente é a única coisa que tenho como certeza. Vi e vivi um ano louco, com muita gente boa partindo do nada. Perdi gente que eu amava, adorava, portanto, não vou mais procrastinar algumas questões que passei a considerar como essenciais. Clarice Lispector tem um textinho que gosto muito em que fala do ‘apesar de…’. ‘Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida’. Bacana, né?! Portanto, apesar de…sigamos vivendo e VIVENDO!” Finaliza.

FLÁVIA FREIRE

Um ano de transformação, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. É assim que a odontopediatra, Flávia Freire, define 2020. Neste ano atípico, além de enfrentar a pandemia, a dentista também enfrentou um desafio pessoal: sua mãe ficou 20 dias internada para um procedimento no coração enquanto tratava um câncer.
Foi nesse instante que Flávia se deu conta de que precisava viver o momento presente. Sem cobranças, sem paranoias. Ela entendeu que cada ser é imperfeito e está aqui para evoluir. Para ela, com um sorriso no rosto, amor próprio e leveza, tudo fica mais fácil!
E 2021 promete!!! Flávia irá mudar e ampliar seu consultório. O novo espaço, que ficará ao lado do Deck Café, será totalmente voltado para a acessibilidade com foco em gestantes (pré-natal odontológico), bebês, crianças, adolescentes e adultos também!

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“Eu gosto muito de atender autistas, pacientes com síndrome de down e outras crianças especiais, por isso, o novo consultório terá um lado todo sensorial pra recebê-los. Pro ano que vem, quero dar mais atenção ao atendimento adulto, eu sou muito conhecida como odontopediatra e quase ninguém sabe que atendo adultos também…”
Em relação à vida, Flávia é enfática. “Não quero deixar nada mais pra depois, não quero adiar mais nada. Eu adiava muito as minhas coisas, me cobrava muito e isso não faz mais parte de mim. Talvez essa seja a melhor atitude que consegui ganhar nesse ano difícil”! – conta ela que tem como a palavra do ano, “gratidão”.

ANA COUTO

Vender joias é um trabalho que está intrinsecamente ligado a histórias de vida: aniversários, aniversários de casamento, nascimentos, formaturas… Mas como esse mercado se manteve na montanha russa vivida no ano que se finda?
Para Ana Couto, a proprietária da loja de joias mais famosa e tradicional de Itaperuna, 2020 foi um ano que testou a paciência, a reeducação, a resiliência, a saúde e a economia de todos. Quando a pandemia chegou, Itaperuna e as cidades aos arredores ainda sofriam com as consequências das enchentes que fizeram muitas vítimas no início do ano. Foi preciso ter força e criatividade para sobreviver a um ano tão atípico, onde o mundo parou, o ser humano deu uma trégua para a natureza, o ar ficou mais puro e rios e mares ficaram mais limpos. Ficar em casa foi um teste de resistência, e para a empresária, a palavra do ano foi “sobrevivência”.
“Especificamente pra mim, este ano mostrou a fidelidade dos clientes, já que a loja continuou trabalhando por delivery, levando às peças ao consumidor na comodidade do seu lar. Manter a fidelidade dos clientes provou que o nosso trabalho estava sendo bem feito.” – conta ela.
Como mulher, mãe e esposa, a adaptação aos novos tempos também foi necessária. Aprender a ser resiliente, enxergar situações que estavam adormecidas pelo cotidiano, lutar contra seus próprios medos, além de trabalhar e ser criativa, foram um desafio encarado por Ana. Seria ela uma super mulher que dá conta de tudo? A empresária explica que precisou buscar forças de onde não tinha.

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“Eu continuo dizendo: estamos sobrevivendo e a palavra é justamente essa: ‘sobreviver’, mas estou com saúde e isso é o que importa. O importante é acordar e agradecer a Deus pela oportunidade de estar vivo. Isso não é clichê, mas sim a realidade, ao menos pra mim. Na minha casa, ninguém pegou COVID, acho que a forma de se alimentar e se cuidar ajudou muito. É necessário aprender a se cuidar e dar uma atenção maior à saúde.” finaliza.
Para 2021 ela espera usar tudo que aprendeu neste ano. Inaugurar a nova loja com uma proposta diferenciada é a meta, já que 2020 obrigou-a a dar uma pausa no projeto. O local terá área externa gourmet que receberá parceiros e clientes. Pro futuro, Ana deseja voltar a Paris ou quem sabe conhecer a Grécia. E a vida continua…




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