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POLíTICA

Alfredão

Após quatro anos, ele retorna à prefeitura com o pé direito e se diz muito mais maduro para conduzir um mandato em que promete ser totalmente diferente da sua primeira experiência

Foto Paula Brum

Alfredo Paulo Marques Rodrigues, o Alfredão, se considera um homem de hábitos simples. Aos 64 anos o Engenheiro Eletricista e pós graduado em Docência do Ensino Superior conquista pela segunda vez o posto maior da prefeitura de Itaperuna. Flamenguista de coração, fã de uma boa roda de viola e comida caseira do tipo jiló com angú, ele se diz preparado para encarar o desafio que lhe foi outorgado por 19.640 votos na eleição do dia 15. Filiado ao PSD, Alfredão afirma estar muito mais maduro e consciente da missão que tem pela frente, diferentemente do político que assumiu há oito anos e se mostra disposto a encarar as críticas e os inúmeros problemas que a cidade enfrenta. Durante os quatro anos em que ficou afastado do poder, ele estudou, buscou ampliar seu network, tentou uma vaga de deputado federal e alimentou com isso suas expectativas e pavimentou seu caminho para voltar à prefeitura. E conseguiu! 

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O pai do Murilo, seu novo Secretário de Governo e namorado da funcionária pública Rita Rosa, espera fazer muito, mesmo com as dívidas que acredita que irá herdar do atual prefeito, Marcus Vinícius.  

Numa conversa franca, leve e descontraída, o novo prefeito de Itaperuna conta suas expectativas para quando assumir em 1 de janeiro. A depender da animação que demonstra, há de se esperar uma mudança drástica de rumos na cidade. 

E é justamente isso que a maioria da população deseja.  

Depois de assumir a prefeitura há oito anos e não concorrer à reeleição, qual a sensação que você teve quando recebeu a notícia da sua vitória e a certeza de que teria uma nova oportunidade de governar Itaperuna? 

Foi um orgulho muito grande! Na primeira tive 30 e poucos mil votos e a emoção foi enorme, nas pessoas à época acreditando no novo. E nesta eleição acredito que o trabalho lá de trás tenha sido bem avaliado por grande parte da população, além do meu perfil, meu jeito de ser e isso dá um galardão. Enfrentei muitas crises, mas consegui realizar muitas coisas, como a construção de 11 UBS´s, 4 escolas, além de conseguirmos uma nota muito boa no IDEB, a criação da Guarda Municipal, o projeto Uma Criança, Uma Árvore, o Pata Amiga, além de uma carta do saudoso Dr. Renam Catharina afirmando que fomos a melhor gestão no trato com o hospital, que considero ser de muita importância pra Itaperuna. Então, vejo que essas ações geraram bons frutos pra cidade e foi por isso que a maioria nos escolheu.  

Qual a principal diferença do Alfredão de oito anos atrás para o de hoje? 

Sou hoje mais experiente, mais vivido e testado. Me considero mais apto a lidar com a gestão pública, pois ela é diferente da privada. Ela tem nuances e manias que se não tivermos bem firmes e com propósitos, podemos atrasar ou paralisar a gestão. Acho que hoje tenho uma experiência vertical e vejo que ela me ajuda a entender bem melhor os processos. Me sinto muito mais seguro e independente.  

Acho que hoje tenho uma experiência vertical e vejo que ela me ajuda a entender bem melhor os processos. Me sinto muito mais seguro e independente.

Falando em independência, algumas pessoas questionam o fato de você não ter tido plena autonomia na gestão passada, o que poderia ter inviabilizado boa parte de seu mandato. Você concorda? O que eles podem esperar desse Alfredão que assumirá a partir de 1 de janeiro de 2021?  

Entendo que minha gestão passada tenha sido boa, mas sempre ouvi essa discussão de que eu tenha tido interferências. Essas coisas acontecem em muitas circunstâncias. Posso te falar que tive dois modelos de gestão naquela época. O primeiro foram os dois primeiros anos de governo, que foram bem complicados, pois não tinha o conhecimento pleno da máquina pública e realmente tive algumas dificuldades. Porém, no terceiro e quarto ano imprimi mais a minha cara na gestão, pois já havia adquirido experiência que me proporcionou abraçar as coisas. Qualquer prefeito que chegar lá e não tiver conhecimento da máquina pública não vai conseguir resolver nada em dois anos. O sistema é complicado e necessita-se de experiência para lidar com tudo que se passa lá. Hoje posso dizer que estou pós graduado em gestão pública e conheço aquilo tudo, da pressão interna à externa, do tipo de empresários que chegam tentando vender coisas que oferecem mil maravilhas, mas no final tentam entregar de menos e se o gestor não tiver ciente, entra num labirinto sem saída.  

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O que espera encontrar de herança do prefeito Marcus Vinícius? 

Pelo que comentam, mas não posso afirmar ainda, poderemos encontrar uma prefeitura endividada, com valores bem elevados, mas como fomos eleitos para trabalhar, chegaremos lá e tomaremos pé da situação e como já fizemos na primeira vez, nesta segunda não será diferente. Faremos o que for possível para resolvermos tudo da melhor forma.

Foto Paula Brum

 

A cidade se encontra numa situação degradante em termos de infraestrutura básica, com buracos por todos os lados, sujeira, enfim, uma infinidade de problemas que a população deseja que seja solucionado o mais rápido possível. O que pretende fazer a curto prazo para dar uma satisfação ao itaperunense? 

Vamos tomar medidas imediatas. Nosso asfalto venceu e hoje não temos buracos e sim um buraco só, de tamanho que é em toda a cidade. Temos que recapear tudo. Tenho ciência que essa é uma das principais reclamações da população, porém, não adianta também querer fazer asfalto em cima da terra. É preciso a base. Quando fizemos o calçamento no Loteamento São Manoel, construímos a rede pluvial, o esgoto, calçada e o trabalho ficou muito bom. Vou investir muito do meu tempo e conhecimentos para conseguir recursos para resolver essa problemática. Em relação à sujeira, também precisamos ter atenção especial. Entendo que de certa forma podemos ter uma casa com rachadura, mas suja jamais. Limpeza é essencial. Precisamos começar a limpar essa cidade logo.

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Quais são os pilares em que vai se apoiar nesse primeiro momento para gerar bons resultados? 

Caminhar com a verdade e muito trabalho. Estamos tomando pé da situação através da transição e através das coletas de informações que teremos, iremos pautar nossos primeiros 100 dias para resolvermos as principais demandas que surgirem. Temos um time de secretários aptos a gerir isso.  

A história tem demonstrado que os vice prefeitos tem sido um calcanhar de aquiles para os prefeitos. Um exemplo recente é a briga dos atuais donos do mandato. Qual relação o senhor terá com o Nel? 

O Nel é um forte aliado meu. É meu amigo e preciso aproveitá-lo bastante na gestão. Muita gente fica com especulação de que a pessoa está em outro partido e por isso poderia, em tese, me passar a perna. Não tenho essa preocupação, porque vejo no Nel uma pessoa diferente, sem vaidade de poder. Acredito no potencial dele e vejo que daqui uns anos ele poderá alçar voos mais altos, como a cadeira de prefeito, ou mesmo uma na ALERJ, por exemplo. Nel sabe agir sem ansiedade e quem caminha com ansiedade na política sempre se atropela.  

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A Câmara de Vereadores teve uma boa renovação nesta eleição, dos quais seis nomes são novatos. Qual o tipo de relação que pretende ter com os vereadores?   

O fator principal, seja na vida privada ou na gestão pública, chama-se relacionamento. Você pode ter um excelente profissional na sua empresa, mas se essa pessoa não tiver um bom relacionamento com as demais, ele não será bom o suficiente. Aprendi isso na vida pessoal e também nas empresas por que passei.  

Entendo que preciso ter um ótimo relacionamento com a Câmara e com o judiciário, pois junto do executivo, todos devemos trabalhar em harmonia. Só assim iremos vencer as adversidades.  

Se um prefeito fica brigando com seu vice, com os vereadores e com o judiciário, é melhor largar o posto e ir para um ringue. Se agir desse jeito o tempo vem e toma  todas as possibilidades de bons trabalhos. Sou um cara da pacificação. Deus nos deu o dom da boa conversa e gosto de fazer bom uso desse dom. 

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Você escolheu um secretariado com nomes já conhecidos e outros novatos nas funções. Qual o critério usou para selecionar esse time? 

Mesclamos um time experiente, com capacidade de trabalho, junto com os novatos, pois é preciso ter renovação. Vejo, por exemplo, nosso secretário de Saúde (Marcelo Ferreira) como uma boa renovação e acredito muito nele. Falo também do nosso secretário de Gabinete (Marcelo Poeys) que muitos acreditavam que iria pra Saúde, mas preferi que fosse me ajudar mais próximo, pois tem experiência em várias áreas da gestão pública, mas também é renovação. O Sérgio Zampier é um nome experiente no legislativo, mas entra agora no executivo e acredito que pode fazer um bom trabalho na Agricultura. O Alexandre (da Auto Escola) sempre foi bom legislador e agora vai me ajudar no executivo à frente da Obra. E como eles temos outros nomes muito bons.  

As vezes ouvia as pessoas especularem sobre meus secretários e sempre deixei falarem. Muita gente ficou surpresa com o anúncio. Surpresa sempre é bom, né?!

Se um prefeito fica brigando com seu vice, com os vereadores e com o judiciário, é melhor largar o posto e ir para um ringue. Se agir desse jeito o tempo vem e toma todas as possibilidades de bons trabalhos.

A pandemia de Covid-19 voltou a crescer e especialistas alertam para a possibilidade da necessidade da volta de medidas drásticas. Você, junto de seu novo secretário de Saúde, o Marcelo Ferreira, já discutiram sobre o que pode acontecer já nos primeiros dias de governo?

Já sim. Conversamos e estamos cientes dos desafios que teremos. Já estive com o senador Romário e com o deputado federal Hugo Leal, e na próxima semana tenho agenda em Brasília para discutir esse e outros assuntos, bem como já marquei com a diretoria do Hospital São José do Avaí para conversarmos. Pegaremos um governo que já está atuando na pandemia e precisamos estar preparados para dar sequência ou mudar o que for preciso para atenuarmos o máximo possível os impactos dela.

Pegaremos um governo que já está atuando na pandemia e precisamos estar preparados para dar sequência ou mudar o que for preciso para atenuarmos o máximo possível os impactos dela.

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Sabemos que a política é cíclica e que a gestão é construída no dia a dia, porém, de quais metas você não abre mão de jeito nenhum? 

Não abro mão da verdade. Entendo que o governo precisa ser transparente, honesto e leal.  

Você guarda mágoas das críticas que recebeu desta gestão durante a campanha? 

Não guardo mágoas e isso agradeço a Deus. Entendo que o homem que guarda mágoas tem ódio no coração e com isso deixa de crescer. Me vejo apenas como um preposto que o povo escolheu pra colocar na prefeitura, então tenho que separar o homem do político. Essa é minha essência.  

Entendo que o homem queguarda mágoas tem ódio nocoração e com isso deixa de crescer. Me vejo apenas como um preposto que o povo escolheu pra colocar na prefeitura, então tenho que separar o homem do político. Essa é minha essência.

Gostaria de finalizar essa entrevista com qual mensagem? 

Primeiro agradeço a Deus e logo em seguida ao povo de Itaperuna que me deu a segunda oportunidade de liderar essa cidade e entendo que tenho que zelar 24 horas por ela. Sou de uma família humilde e cheguei aqui nesse posto com muito orgulho e ciente da enorme responsabilidade. Agradeço a cada um que votou em mim e entendo aqueles que não votaram e digo que a partir de 1 de janeiro serei o prefeito de todos indistintamente, lutando e buscando o melhor para o bem comum. Contem comigo! 




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